Olá pessoal,
Nossa próxima reunião será no dia 28/ago. Contaremos com convidados muito especiais: a Leni, a Valéria e o Augusto, que nos falarão sobre o Método Billings*. Será uma oportunidade para conhecer o método e tirar algumas dúvidas.
Mas antes de falarmos um pouco mais sobre a reunião, gostaríamos de informar que no dia 21/ago, haverá um curso para quem quiser conhecer o método de forma mais aprofundada. A Leni e o Augusto são instrutores do curso junto com outras pessoas através do Instituto Pró-Família da Arquidiocese do Rio de Janeiro (http://www.institutoprofamilia.org.br). O curso será das 08:30h até as 17:00h no 2º andar do Edifício João Paulo II, que fica na R. Benjamin Constant, 23 - próximo à estação Glória do Metrô.
Voltando à nossa reunião do dia 28/ago, ela será das 17:00h até as 20:00h, na casa do André e da Mafalda.
No caso de dúvidas e para confirmar a participação, podem nos ligar ou mandar e-mail para: rodrigo.valenca@yahoo.com.br.
Quem puder contribuir com o lanche (biscoito, pão, bebidas, etc.), fique à vontade.
Abraço a todos e até lá,
Tama e Rodrigo
* O Método Billings, também chamado de Método Natural da Ovulação tem como objetivo o controle da fertilidade do casal sem drogas e sem dispositivos artificiais.
domingo, 15 de agosto de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
NNCJ - PRÓXIMA REUNIÃO EM 24/JUL/2010
Olá pessoal,
Tudo bem!?
Conosco tudo beleza! Estamos com saudades!
Marcamos nossa próxima reunião para o próximo sábado, dia 24/jul, no horário de sempre, às 16:00h.
Desta vez, será aqui em casa, que fica na Rua Carvalho Alvim, 125, ap. 404, na Tijuca. Quem tiver alguma dúvida sobre como chegar é só nos ligar.
Para o tradicional lanche, quem puder, pode contribuir com suco, bolo, biscoito, refrigerante, etc.
Pedimos também que confirmem a presença.
Esperamos por vocês!
Abraços,
Tama e Rodrigo
Tudo bem!?
Conosco tudo beleza! Estamos com saudades!
Marcamos nossa próxima reunião para o próximo sábado, dia 24/jul, no horário de sempre, às 16:00h.
Desta vez, será aqui em casa, que fica na Rua Carvalho Alvim, 125, ap. 404, na Tijuca. Quem tiver alguma dúvida sobre como chegar é só nos ligar.
Para o tradicional lanche, quem puder, pode contribuir com suco, bolo, biscoito, refrigerante, etc.
Pedimos também que confirmem a presença.
Esperamos por vocês!
Abraços,
Tama e Rodrigo
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Reunião de 24/abr - A Família e Deus Amor
A FAMÍLIA E DEUS AMOR
(Alberto e Anna com algumas famílias)
Encontro das Secretarias Regionais de Famílias Novas
Castelgandolfo, outubro de 2009
Anna
“Deus a ama imensamente” tinha dito a Chiara um sacerdote, em 43. “Foi a fulguração”, contará ela mesma a respeito daquele momento. “Eu o digo e o repito às minhas companheiras: Deus te ama imensamente, Deus nos ama imensamente”.
Deus é amor e nos ama imensamente. É o anúncio que chegou também a cada um de nós quando conhecemos o Movimento, talvez através de alguém que se fez instrumento do Seu amor. Antes, para muitos de nós, Deus era apenas um nome, um pensamento. Ou uma fé, talvez um pouquinho opaca, ou envolvida por muitas dúvidas e inquietações.
Sob a ação de uma graça, graças ao carisma de Chiara, Deus se revelou também a cada um de nós, que finalmente viemos a conhecer quem é Deus: Deus é amor. Como já tinha acontecido com ela em 43, também para muitos de nós “uma novidade absoluta brilhou na nossa mente” e nos inflamou o coração. E foi assim que a nova experiência de ter finalmente conhecido Deus como Amor, determinou uma verdadeira e real conversão no nosso modo de ver a nós mesmos, o mundo, a história.
Alberto
O Amor atrai o amor. Quem antes, quem depois, todos nós em geral, sentimos a exigência de dar uma resposta viva ao imenso amor de Deus que começávamos a sentir. Deus é um Pai para mim: afetos, expectativas, projetos, desejos de realização, vêm depois. Eu sou filho de Deus, criado por amor pelo Seu Amor, como o somos cada um de nós. Deus sustenta cada um de nós em Sua mão. Chama-nos pelo nome, conta até mesmo os cabelos de nossa cabeça. A cada momento Ele cuida de nós, de mim. Ele faz isso até pelos passarinhos do céu e pelos lírios do campo. Tanto mais Ele o faz por nós, por mim, que lhe custei a sua própria vida.
A minha, a sua, a nossa adesão ao Ideal, não são mais que a conseqüência lógica e simples deste Amor.
Deus que é Amor merece estar no centro do meu coração, ser o primeiro na escala dos meus valores, o tudo da minha vida. Deus em primeiro lugar.
Anna
Deus em primeiro lugar. Mas eu sou casada, dei o meu coração ao meu marido. Se eu fosse uma freira este primado para Deus seria compreensível, mas não para mim. Esta era a objeção que por certo tempo, depois do primeiro anúncio de um Deus-Amor, manteve bloqueada a minha alma de esposa muito jovem. O dinheiro, o trabalho, o sucesso, especialmente naquela idade, podiam facilmente ficar em segundo, terceiro, quarto lugar, mas o Alberto, não! Ele era meu e eu era dele. Deus “entenderia”, eu me justificava. Deus não podia me pedir que o colocasse no primeiro lugar na minha vida.
Mas no último dia da Mariápolis não resisti. Era grande demais o Amor com que Deus, há algum tempo, tinha se manifestado a mim, e aquela Mariápolis representava como um Seu encontro de amor. Na comunhão, embora tremendo, encontrei a coragem de declarar-me a Deus assim: Eu quero a Ti, meu Deus, no primeiro lugar da minha vida, antes de qualquer outra coisa, antes até do Alberto.
Era a minha escolha consciente de Deus.
Um clarão de pura felicidade iluminou o meu coração. Fiquei por algum tempo recolhida, percebendo a graça que me tinha invadido. Mas logo um pensamento: e agora? Como será o meu relacionamento com Alberto? Deverei amá-lo menos do que o amo? De modo sutil, mas claro, logo percebi um aviso interior. Você não me ama, se não amar o seu marido. Eu estou nele, como estou em cada um dos próximos que você vai encontrar vida afora.
Deus aparentemente me havia pedido de pospor o Alberto a Ele, e agora era o Seu infinito amor que o restituía. De agora em diante devia amar o Alberto não só porque estava enamorada por ele, mas porque o próprio Deus o exigia, como sinal tangível do meu amor por Ele.
Alberto
A escolha de Deus tem como consequência uma mudança radical na nossa vida, por exemplo, no modo de pensar. Tendo Deus no primeiro lugar, um Deus-Amor, podemos viver abandonados a Ele, certos de que tudo o que acontecer – de positivo ou de negativo – é para o nosso bem.
Se Deus não fosse amor, um pai de família deveria viver constantemente preocupado com o futuro dos filhos, com a saúde deles, com o trabalho. Deveríamos viver continuamente ansiosos, até mesmo duvidar do amor da esposa que, entretanto, nos quer bem, ou duvidar da nossa capacidade de cumprir com nossas responsabilidades.
Mesmo devendo fazer toda a nossa parte para buscar os recursos necessários para a família (e isto implica cansaço, suor, empenho sério), a fé em Deus-Amor nos leva a olhar a vida com serenidade, com confiança, porque Deus também é Providência e não apenas em bens materiais, mas também espirituais, morais.
Foi Deus-Amor que fez que nos encontrássemos como casal, que nos uníssemos, que nos enamorássemos um pelo outro, dando-nos uma centelha do seu próprio amor. Foi ele que nos deu a maravilhosa oportunidade de nos tornarmos Seus colaboradores no ato criativo dos filhos que Ele mesmo nos deu.
Deus-Amor tem no coração os nossos filhos, bem mais do que o quanto nós mesmos os podemos ter, ainda que tenhamos recebido a graça de sermos pai e mãe deles.
Uma vez que descobrimos que Deus é Amor acontece uma mudança de vida também no modo de agir.
Antes procurávamos manter um comportamento reto porque sabíamos que Deus nos haveria de julgar um dia. Agora não é mais o medo desse juízo que guia os nossos atos, mas o desejo profundo de corresponder ao Amor com amor. E a grande e posterior descoberta é que amamos a Deus amando o irmão.
Anna
E é justamente o irmão que nos leva à união com Deus.
O Espírito Santo – afirmava Chiara numa entrevista na televisão, em 2002 – suscitou nestes últimos anos espiritualidades ao mesmo tempo pessoais e comunitárias. Com a espiritualidade de comunhão, por exemplo, as pessoas alcançam a união com Deus amando o irmão, que para os membros da família são os próprios familiares. Muitas vezes – continuava Chiara – comparamos a união com Deus, fruto dessas espiritualidades, com uma pequena planta. Quanto mais o brotinho se eleva, mais se aprofunda a pequena raiz. E vice-versa. Quanto mais se ama a Deus, mais se ama o próximo; quanto mais se ama o próximo, mais se ama a Deus. É verdadeiramente um caminho de perfeição, um caminho novo também para a família, graças ao qual os membros da família alcançam a união com Deus (Cf. “Tratti di storia del Movimento Famiglie Nuove” pag. 7)
Alberto
Naturalmente, o caminho para a união com Deus mediante o irmão, deve ser acompanhado pelo nosso esforço para alcançar também todas as outras fontes que o Seu amor colocou à disposição dos homens e das mulheres de cada época. Por exemplo, a oração, pessoal e comunitária, que tem como ápice a Eucaristia. Outro caminho diretíssimo para a união com Deus é a vida da Palavra, que nos leva a uma reevangelização contínua da nossa vida, também como família. Essa, por exemplo, nos faz dar a César o que e de César, também como família, e nos ajuda a ultrapassar os limites da família para colocar-nos em espírito de acolhimento e de solidariedade para com os pobres, próximos e distantes, nos quais devemos divisar o rosto de Jesus. A nossa união com Deus crescerá se também o nosso estilo de vida familiar se tornar sempre mais coerente com o Evangelho, por exemplo, no uso dos bens. Se vivermos segundo os ensinamentos da Igreja (quem vos escuta, escuta a mim) em relação, por exemplo, à ética conjugal e familiar. Esta sintonia com Deus nos ajuda a saber escutá-lo dentro de nós, fazendo o devido silêncio interior e exterior e distinguir assim a sua voz entre o rumor de tantas coisas que enchem as nossas casas (radio, TV, computador, etc.).
Anna
Uma fonte de Deus muito privilegiada para nós famílias, é conseguir atrair, mediante o amor recíproco, a Sua presença entre nós. Jesus em meio, o Deus próximo, o Deus de casa, o Deus-Amor que por amor se faz presença, Pessoa.
Um Deus que além de dar à família a possibilidade de fazer-se presente no meio dela, pensou em utilizar, para manifestar-se, justamente a própria natureza do estar juntos da família: o amor, o amor recíproco.
Um amor destinado a se tornar – basta que o queiramos – sempre mais modelado pelo amor de Jesus: amai-vos como eu vos amei. Deus-Amor, tornando-se presente entre nós deste modo, não podia dar à família um presente maior. Antes de tudo para nós dois, como casal, que temos tanta necessidade de aprender a nos acolher um ao outro, de saber dar ternura, de crescer no espírito de serviço, na gratuidade. Nós dois, que temos tanta necessidade de aprender a pedir perdão e perdoar, de conseguir sempre recomeçar.
<...>
Anna
A escolha de Deus não se faz apenas uma vez na vida. Depois daquela primeira vez de tantos anos atrás, eu precisei fazê-la, nós precisamos fazê-la uma infinidade de vezes. Aquele amor que me queimava o coração por Alberto nos primeiros meses de casamento, bem depressa percebi que estava mudando de intensidade. Havia aspectos do seu caráter que não coincidiam com os meus e continuar a amá-lo naqueles momentos era difícil para mim. Ao coração não se dá ordens, dizia a mim mesma. Como fazer para amar alguém que se comporta assim? No fundo eram coisas pequenas, insignificantes, mas o mito havia desmoronado. Ao coração não se dá ordens, mas à vontade sim, me foi sugerido. Mas que amor é esse – rebatia – se é fruto da vontade? É amor refinado, compreendi depois.
Deus-Amor em todos esses anos me ensinou, como fez, com certeza, com todos vocês. Somente n’Ele se pode encontrar a força e portanto a vontade de ir além daqueles defeitos, daquelas pequenas ou grandes desilusões e recomeçar. Ter escolhido Deus significa reescolhê-lo em tudo aquilo que me faz mal. Em tudo aquilo que não é alegria, belo, amável, sereno.
Como vocês terão se lembrado, com estas palavras de Chiara estamos nos introduzindo no mistério mais íntimo de Deus-Amor: Jesus abandonado. É no abandono da cruz de Jesus, último e maior sinal do seu amor, que encontramos desvendado o ápice do amor de Deus. No abandono encontramos um Homem-Deus que se fez pecado, dilaceração, desunidade, distância, desespero. Por quê?
Por amor.
Por amor a mim. Por amor a todos nós.
Alberto
Naquele cume de amor encontra explicação todo nosso sim de amor por uma gentileza não correspondida, por uma grosseria inesperada, ao sentir-se rejeitado ou injustamente acusado, talvez pela própria mulher ou pelos filhos. É um sim ao outro, mas ainda antes é um sim a Ele, um sim ao Amor. Um sim que por uma alquimia divina frequentemente se transforma em amor também na outra pessoa, que talvez até desconhece o quanto sofremos interiormente.
Um sim diante de uma dor inesperada, ou de um sofrimento que permanece há anos. Um sim diante de uma prova que atormenta a alma. E sabemos que a vida de família não é por certo poupada de momentos de escuridão, doenças, insucessos educativos, partidas prematuras.
Um sim ao amor, a Deus-Amor, um sim para ser o Amor.
Enquanto isso nossa interioridade cresce. Deus está cada vez mais presente nos nossos dias e nas nossas noites, nos acontecimentos alegres e tristes da vida. E nos fala. O que nos diz? Que Ele é Amor, que se quisermos nada sobrevirá entre nós e Ele a não ser o amor. Que Ele nunca deixará de nos amar.
Sentimo-nos pecadores porque realmente o somos?
Somos tomados por escrúpulos de que não conseguimos nos libertar?
Dirijamo-nos com confiança a Deus-Amor mediante o sacramento da penitência.
Ele não espera outra coisa senão passar uma esponja sobre tudo o que somos e sobre como nos sentimos e, com a sua infinita misericórdia, esquecer tudo.
Deus é Amor. Deus nos ama imensamente.
(Alberto e Anna com algumas famílias)
Encontro das Secretarias Regionais de Famílias Novas
Castelgandolfo, outubro de 2009
Anna
“Deus a ama imensamente” tinha dito a Chiara um sacerdote, em 43. “Foi a fulguração”, contará ela mesma a respeito daquele momento. “Eu o digo e o repito às minhas companheiras: Deus te ama imensamente, Deus nos ama imensamente”.
Deus é amor e nos ama imensamente. É o anúncio que chegou também a cada um de nós quando conhecemos o Movimento, talvez através de alguém que se fez instrumento do Seu amor. Antes, para muitos de nós, Deus era apenas um nome, um pensamento. Ou uma fé, talvez um pouquinho opaca, ou envolvida por muitas dúvidas e inquietações.
Sob a ação de uma graça, graças ao carisma de Chiara, Deus se revelou também a cada um de nós, que finalmente viemos a conhecer quem é Deus: Deus é amor. Como já tinha acontecido com ela em 43, também para muitos de nós “uma novidade absoluta brilhou na nossa mente” e nos inflamou o coração. E foi assim que a nova experiência de ter finalmente conhecido Deus como Amor, determinou uma verdadeira e real conversão no nosso modo de ver a nós mesmos, o mundo, a história.
Alberto
O Amor atrai o amor. Quem antes, quem depois, todos nós em geral, sentimos a exigência de dar uma resposta viva ao imenso amor de Deus que começávamos a sentir. Deus é um Pai para mim: afetos, expectativas, projetos, desejos de realização, vêm depois. Eu sou filho de Deus, criado por amor pelo Seu Amor, como o somos cada um de nós. Deus sustenta cada um de nós em Sua mão. Chama-nos pelo nome, conta até mesmo os cabelos de nossa cabeça. A cada momento Ele cuida de nós, de mim. Ele faz isso até pelos passarinhos do céu e pelos lírios do campo. Tanto mais Ele o faz por nós, por mim, que lhe custei a sua própria vida.
A minha, a sua, a nossa adesão ao Ideal, não são mais que a conseqüência lógica e simples deste Amor.
Deus que é Amor merece estar no centro do meu coração, ser o primeiro na escala dos meus valores, o tudo da minha vida. Deus em primeiro lugar.
Anna
Deus em primeiro lugar. Mas eu sou casada, dei o meu coração ao meu marido. Se eu fosse uma freira este primado para Deus seria compreensível, mas não para mim. Esta era a objeção que por certo tempo, depois do primeiro anúncio de um Deus-Amor, manteve bloqueada a minha alma de esposa muito jovem. O dinheiro, o trabalho, o sucesso, especialmente naquela idade, podiam facilmente ficar em segundo, terceiro, quarto lugar, mas o Alberto, não! Ele era meu e eu era dele. Deus “entenderia”, eu me justificava. Deus não podia me pedir que o colocasse no primeiro lugar na minha vida.
Mas no último dia da Mariápolis não resisti. Era grande demais o Amor com que Deus, há algum tempo, tinha se manifestado a mim, e aquela Mariápolis representava como um Seu encontro de amor. Na comunhão, embora tremendo, encontrei a coragem de declarar-me a Deus assim: Eu quero a Ti, meu Deus, no primeiro lugar da minha vida, antes de qualquer outra coisa, antes até do Alberto.
Era a minha escolha consciente de Deus.
Um clarão de pura felicidade iluminou o meu coração. Fiquei por algum tempo recolhida, percebendo a graça que me tinha invadido. Mas logo um pensamento: e agora? Como será o meu relacionamento com Alberto? Deverei amá-lo menos do que o amo? De modo sutil, mas claro, logo percebi um aviso interior. Você não me ama, se não amar o seu marido. Eu estou nele, como estou em cada um dos próximos que você vai encontrar vida afora.
Deus aparentemente me havia pedido de pospor o Alberto a Ele, e agora era o Seu infinito amor que o restituía. De agora em diante devia amar o Alberto não só porque estava enamorada por ele, mas porque o próprio Deus o exigia, como sinal tangível do meu amor por Ele.
Alberto
A escolha de Deus tem como consequência uma mudança radical na nossa vida, por exemplo, no modo de pensar. Tendo Deus no primeiro lugar, um Deus-Amor, podemos viver abandonados a Ele, certos de que tudo o que acontecer – de positivo ou de negativo – é para o nosso bem.
Se Deus não fosse amor, um pai de família deveria viver constantemente preocupado com o futuro dos filhos, com a saúde deles, com o trabalho. Deveríamos viver continuamente ansiosos, até mesmo duvidar do amor da esposa que, entretanto, nos quer bem, ou duvidar da nossa capacidade de cumprir com nossas responsabilidades.
Mesmo devendo fazer toda a nossa parte para buscar os recursos necessários para a família (e isto implica cansaço, suor, empenho sério), a fé em Deus-Amor nos leva a olhar a vida com serenidade, com confiança, porque Deus também é Providência e não apenas em bens materiais, mas também espirituais, morais.
Foi Deus-Amor que fez que nos encontrássemos como casal, que nos uníssemos, que nos enamorássemos um pelo outro, dando-nos uma centelha do seu próprio amor. Foi ele que nos deu a maravilhosa oportunidade de nos tornarmos Seus colaboradores no ato criativo dos filhos que Ele mesmo nos deu.
Deus-Amor tem no coração os nossos filhos, bem mais do que o quanto nós mesmos os podemos ter, ainda que tenhamos recebido a graça de sermos pai e mãe deles.
Uma vez que descobrimos que Deus é Amor acontece uma mudança de vida também no modo de agir.
Antes procurávamos manter um comportamento reto porque sabíamos que Deus nos haveria de julgar um dia. Agora não é mais o medo desse juízo que guia os nossos atos, mas o desejo profundo de corresponder ao Amor com amor. E a grande e posterior descoberta é que amamos a Deus amando o irmão.
Anna
E é justamente o irmão que nos leva à união com Deus.
O Espírito Santo – afirmava Chiara numa entrevista na televisão, em 2002 – suscitou nestes últimos anos espiritualidades ao mesmo tempo pessoais e comunitárias. Com a espiritualidade de comunhão, por exemplo, as pessoas alcançam a união com Deus amando o irmão, que para os membros da família são os próprios familiares. Muitas vezes – continuava Chiara – comparamos a união com Deus, fruto dessas espiritualidades, com uma pequena planta. Quanto mais o brotinho se eleva, mais se aprofunda a pequena raiz. E vice-versa. Quanto mais se ama a Deus, mais se ama o próximo; quanto mais se ama o próximo, mais se ama a Deus. É verdadeiramente um caminho de perfeição, um caminho novo também para a família, graças ao qual os membros da família alcançam a união com Deus (Cf. “Tratti di storia del Movimento Famiglie Nuove” pag. 7)
Alberto
Naturalmente, o caminho para a união com Deus mediante o irmão, deve ser acompanhado pelo nosso esforço para alcançar também todas as outras fontes que o Seu amor colocou à disposição dos homens e das mulheres de cada época. Por exemplo, a oração, pessoal e comunitária, que tem como ápice a Eucaristia. Outro caminho diretíssimo para a união com Deus é a vida da Palavra, que nos leva a uma reevangelização contínua da nossa vida, também como família. Essa, por exemplo, nos faz dar a César o que e de César, também como família, e nos ajuda a ultrapassar os limites da família para colocar-nos em espírito de acolhimento e de solidariedade para com os pobres, próximos e distantes, nos quais devemos divisar o rosto de Jesus. A nossa união com Deus crescerá se também o nosso estilo de vida familiar se tornar sempre mais coerente com o Evangelho, por exemplo, no uso dos bens. Se vivermos segundo os ensinamentos da Igreja (quem vos escuta, escuta a mim) em relação, por exemplo, à ética conjugal e familiar. Esta sintonia com Deus nos ajuda a saber escutá-lo dentro de nós, fazendo o devido silêncio interior e exterior e distinguir assim a sua voz entre o rumor de tantas coisas que enchem as nossas casas (radio, TV, computador, etc.).
Anna
Uma fonte de Deus muito privilegiada para nós famílias, é conseguir atrair, mediante o amor recíproco, a Sua presença entre nós. Jesus em meio, o Deus próximo, o Deus de casa, o Deus-Amor que por amor se faz presença, Pessoa.
Um Deus que além de dar à família a possibilidade de fazer-se presente no meio dela, pensou em utilizar, para manifestar-se, justamente a própria natureza do estar juntos da família: o amor, o amor recíproco.
Um amor destinado a se tornar – basta que o queiramos – sempre mais modelado pelo amor de Jesus: amai-vos como eu vos amei. Deus-Amor, tornando-se presente entre nós deste modo, não podia dar à família um presente maior. Antes de tudo para nós dois, como casal, que temos tanta necessidade de aprender a nos acolher um ao outro, de saber dar ternura, de crescer no espírito de serviço, na gratuidade. Nós dois, que temos tanta necessidade de aprender a pedir perdão e perdoar, de conseguir sempre recomeçar.
<...>
Anna
A escolha de Deus não se faz apenas uma vez na vida. Depois daquela primeira vez de tantos anos atrás, eu precisei fazê-la, nós precisamos fazê-la uma infinidade de vezes. Aquele amor que me queimava o coração por Alberto nos primeiros meses de casamento, bem depressa percebi que estava mudando de intensidade. Havia aspectos do seu caráter que não coincidiam com os meus e continuar a amá-lo naqueles momentos era difícil para mim. Ao coração não se dá ordens, dizia a mim mesma. Como fazer para amar alguém que se comporta assim? No fundo eram coisas pequenas, insignificantes, mas o mito havia desmoronado. Ao coração não se dá ordens, mas à vontade sim, me foi sugerido. Mas que amor é esse – rebatia – se é fruto da vontade? É amor refinado, compreendi depois.
Deus-Amor em todos esses anos me ensinou, como fez, com certeza, com todos vocês. Somente n’Ele se pode encontrar a força e portanto a vontade de ir além daqueles defeitos, daquelas pequenas ou grandes desilusões e recomeçar. Ter escolhido Deus significa reescolhê-lo em tudo aquilo que me faz mal. Em tudo aquilo que não é alegria, belo, amável, sereno.
Como vocês terão se lembrado, com estas palavras de Chiara estamos nos introduzindo no mistério mais íntimo de Deus-Amor: Jesus abandonado. É no abandono da cruz de Jesus, último e maior sinal do seu amor, que encontramos desvendado o ápice do amor de Deus. No abandono encontramos um Homem-Deus que se fez pecado, dilaceração, desunidade, distância, desespero. Por quê?
Por amor.
Por amor a mim. Por amor a todos nós.
Alberto
Naquele cume de amor encontra explicação todo nosso sim de amor por uma gentileza não correspondida, por uma grosseria inesperada, ao sentir-se rejeitado ou injustamente acusado, talvez pela própria mulher ou pelos filhos. É um sim ao outro, mas ainda antes é um sim a Ele, um sim ao Amor. Um sim que por uma alquimia divina frequentemente se transforma em amor também na outra pessoa, que talvez até desconhece o quanto sofremos interiormente.
Um sim diante de uma dor inesperada, ou de um sofrimento que permanece há anos. Um sim diante de uma prova que atormenta a alma. E sabemos que a vida de família não é por certo poupada de momentos de escuridão, doenças, insucessos educativos, partidas prematuras.
Um sim ao amor, a Deus-Amor, um sim para ser o Amor.
Enquanto isso nossa interioridade cresce. Deus está cada vez mais presente nos nossos dias e nas nossas noites, nos acontecimentos alegres e tristes da vida. E nos fala. O que nos diz? Que Ele é Amor, que se quisermos nada sobrevirá entre nós e Ele a não ser o amor. Que Ele nunca deixará de nos amar.
Sentimo-nos pecadores porque realmente o somos?
Somos tomados por escrúpulos de que não conseguimos nos libertar?
Dirijamo-nos com confiança a Deus-Amor mediante o sacramento da penitência.
Ele não espera outra coisa senão passar uma esponja sobre tudo o que somos e sobre como nos sentimos e, com a sua infinita misericórdia, esquecer tudo.
Deus é Amor. Deus nos ama imensamente.
Palavra de Vida - Maio 2010
Quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele." (Jo 14,21)
No último discurso de Jesus, é o amor que ocupa o centro: o amor do Pai pelo Filho e o amor a Jesus, que consiste em cumprir os seus mandamentos.
Aqueles que escutavam Jesus não tinham dificuldades em reconhecer nas suas palavras um eco dos Livros sapienciais: "O amor é a observância de suas leis (Sb 6,18) e "facilmente a Sabedoria é contemplada por aqueles que a amam" (Sb 6,12). E, sobretudo, o "manifestar-se a quem o ama" encontra um paralelo no Antigo Testamento em Sb 1,2, onde está escrito que o Senhor se manifestará àqueles que acreditam nele.
Ora, o sentido desta Palavra de Vida que propomos é: quem ama o Filho é amado pelo Pai, e é, por sua vez, também amado pelo Filho, que se manifesta a ele.
"Quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele."
Esta manifestação de Jesus, porém, exige que estejamos no amor.
Não é concebível um cristão que não tenha esse dinamismo, essa carga de amor no coração. Se estiver com a bateria descarregada, um relógio não funciona, não marca a hora - e nem se pode dizer que é um relógio. Assim, um cristão que não está sempre na disposição de amar não merece ser chamado de cristão.
Isso porque todos os mandamentos de Jesus se resumem em um único mandamento: o amor a Deus e ao próximo, em quem devemos reconhecer e amar Jesus.
O amor não é mero sentimentalismo: ele se traduz em vida concreta, no serviço aos irmãos - principalmente os que estão ao nosso lado -, começando pelas pequenas coisas, pelos serviços mais humildes.
Diz Charles de Foucauld: "Quando amamos alguém, estamos de verdade nele, estamos nele com o amor, vi-vemos nele com o amor, não vivemos mais em nós mesmos, somos 'desprendidos' de nós mesmos, 'fora de nós mesmos'" (Charles de Foucauld, Scritti Spirituali, VII, Città Nuova, Roma 1975, p. 110).
E é por causa desse amor que uma luz abre caminho em nós, a luz de Jesus, segundo a sua promessa: "Quem me ama. me manifestarei a ele" (cf. Jo 14,21). O amor é fonte de luz: amando compreende-se melhor a Deus, que é amor.
E isso faz com que se ame ainda mais e se aprofunde o relacionamento com o próximo.
Essa luz, esse conhecimento amoroso de Deus é, portanto, a marca, a prova do verdadeiro amor. E ela pode ser experimentada de vários modos porque em cada um de nós ela assume uma cor, uma tonalidade própria. Mas essa luz possui algumas características comuns em todas as pessoas: ela nos ilumina sobre a vontade de Deus, nos dá paz, serenidade e uma compreensão sempre nova da Palavra de Deus. É uma luz quente que nos estimula a caminhar na estrada da vida de modo cada vez mais rápido e seguro. Quando as sombras da existência tornarem o nosso caminho inseguro, e até mesmo quando ficarmos paralisados pela escuridão, essa Palavra do Evangelho nos lembrará que a luz se acende com o amor e que bastará um gesto concreto de amor, ainda que pequeno (uma oração, um sorriso, uma palavra), para nos dar a quantidade de luz que nos permitirá seguir adiante.
Quando andamos de bicicleta à noite (nas bicicletas antigas, com dínamo), se pararmos de pedalar nos precipitaremos na escuridão; mas se recomeçarmos a pedalar, o dínamo produzirá a energia necessária para iluminar o caminho.
O mesmo acontece na nossa vida: basta reativarmos o amor, o amor verdadeiro, aquele que dá sem esperar nada em troca, para que se reacenda em nós a fé e a esperança.
Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em maio de 1999.
Chiara Lubich
fonte: Revista Cidade Nova http://www.cidadenova.org.br
No último discurso de Jesus, é o amor que ocupa o centro: o amor do Pai pelo Filho e o amor a Jesus, que consiste em cumprir os seus mandamentos.
Aqueles que escutavam Jesus não tinham dificuldades em reconhecer nas suas palavras um eco dos Livros sapienciais: "O amor é a observância de suas leis (Sb 6,18) e "facilmente a Sabedoria é contemplada por aqueles que a amam" (Sb 6,12). E, sobretudo, o "manifestar-se a quem o ama" encontra um paralelo no Antigo Testamento em Sb 1,2, onde está escrito que o Senhor se manifestará àqueles que acreditam nele.
Ora, o sentido desta Palavra de Vida que propomos é: quem ama o Filho é amado pelo Pai, e é, por sua vez, também amado pelo Filho, que se manifesta a ele.
"Quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele."
Esta manifestação de Jesus, porém, exige que estejamos no amor.
Não é concebível um cristão que não tenha esse dinamismo, essa carga de amor no coração. Se estiver com a bateria descarregada, um relógio não funciona, não marca a hora - e nem se pode dizer que é um relógio. Assim, um cristão que não está sempre na disposição de amar não merece ser chamado de cristão.
Isso porque todos os mandamentos de Jesus se resumem em um único mandamento: o amor a Deus e ao próximo, em quem devemos reconhecer e amar Jesus.
O amor não é mero sentimentalismo: ele se traduz em vida concreta, no serviço aos irmãos - principalmente os que estão ao nosso lado -, começando pelas pequenas coisas, pelos serviços mais humildes.
Diz Charles de Foucauld: "Quando amamos alguém, estamos de verdade nele, estamos nele com o amor, vi-vemos nele com o amor, não vivemos mais em nós mesmos, somos 'desprendidos' de nós mesmos, 'fora de nós mesmos'" (Charles de Foucauld, Scritti Spirituali, VII, Città Nuova, Roma 1975, p. 110).
E é por causa desse amor que uma luz abre caminho em nós, a luz de Jesus, segundo a sua promessa: "Quem me ama. me manifestarei a ele" (cf. Jo 14,21). O amor é fonte de luz: amando compreende-se melhor a Deus, que é amor.
E isso faz com que se ame ainda mais e se aprofunde o relacionamento com o próximo.
Essa luz, esse conhecimento amoroso de Deus é, portanto, a marca, a prova do verdadeiro amor. E ela pode ser experimentada de vários modos porque em cada um de nós ela assume uma cor, uma tonalidade própria. Mas essa luz possui algumas características comuns em todas as pessoas: ela nos ilumina sobre a vontade de Deus, nos dá paz, serenidade e uma compreensão sempre nova da Palavra de Deus. É uma luz quente que nos estimula a caminhar na estrada da vida de modo cada vez mais rápido e seguro. Quando as sombras da existência tornarem o nosso caminho inseguro, e até mesmo quando ficarmos paralisados pela escuridão, essa Palavra do Evangelho nos lembrará que a luz se acende com o amor e que bastará um gesto concreto de amor, ainda que pequeno (uma oração, um sorriso, uma palavra), para nos dar a quantidade de luz que nos permitirá seguir adiante.
Quando andamos de bicicleta à noite (nas bicicletas antigas, com dínamo), se pararmos de pedalar nos precipitaremos na escuridão; mas se recomeçarmos a pedalar, o dínamo produzirá a energia necessária para iluminar o caminho.
O mesmo acontece na nossa vida: basta reativarmos o amor, o amor verdadeiro, aquele que dá sem esperar nada em troca, para que se reacenda em nós a fé e a esperança.
Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em maio de 1999.
Chiara Lubich
fonte: Revista Cidade Nova http://www.cidadenova.org.br
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Mudança de Nome - Agora somos NNCJ
Temos um novo nome! NNRJ estava desatualizado, além de Namorados e Noivos, entre nós estão também os Casais Jovens, a turma que já se casou! Por isso, agora nos chamamos NNCJ! Aprovado?
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